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Invenção Sergipana Auxilia no Combate à Pandemia do Novo Corona Vírus

Atualizado: Abr 7

Pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe, em parceria com profissionais da área de saúde, criam sistema de ventilação não invasiva de baixo custo, que não depende de respiradores. A iniciativa pode auxiliar na redução de internações em UTIs.

Escrito pela Coordenação do Projeto, em 09/02/2021, atualizado em 04/03/2021



Diante do cenário de pandemia do SARS-CoV-2, um grupo de professores do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Sergipe desenvolveram uma máscara de ventilação, a SPIRANDI, para auxiliar no tratamento dos casos leves e moderados de COVID-19, como forma de reduzir o risco de agravamento do quadro.


De acordo com o Prof. Elyson Carvalho, do curso de Engenharia Eletrônica da UFS, a ideia da Máscara SPIRANDI nasceu a partir da constatação que as alternativas até então estudadas para esse tipo de ventilação possuíam desvantagens que poderiam afetar seu uso no cenário de pandemia. Para o Prof. Elyson, "as principais iniciativas para ventilação invasiva sem uso de respiradores eram o uso do capacete, conhecido como Helmet, e o uso da máscara de mergulho. Embora sejam alternativas bastante interessantes e que contribuíram muito para o combate à pandemia, quatro pontos negativos foram observados e serviram como base para o desenvolvimento da SPIRANDI: a dificuldade de produção, o alto custo, o alto consumo de oxigênio para garantir o conforto do paciente e o aspecto psicológico de ter o rosto todo coberto por uma máscara".


O Projeto, que atualmente conta com a ajuda de 20 voluntários, entre professores do Departamento de Engenharia Elétrica, professores de Fisioterapia do Campus de Lagarto, profissionais da área de saúde, engenheiros e estudantes de engenharia, já teve sua patente requerida e está atualmente sendo usado em 3 hospitais públicos de Aracaju, o HUSE, o São José e o Fernando Franco, totalizando 12 máscaras a disposição dos pacientes.


O professor José Carvalho, também de Engenharia Eletrônica, explicou o funcionamento básico da invenção: "A SPIRANDI permite que oxigênio (ou mistura de gases hospitalares) seja ofertado ao paciente, com controle de pressão nas vias aéreas. O gás ofertado entra diretamente no interior da máscara, para evitar problemas de reinalação de CO2, e sai por um sistema de filtragem, evitando a contaminação do ambiente. Além disso, a SPIRANDI é dotada de uma válvula de segurança que evita sufocamento do paciente em caso de problemas no suprimento de oxigênio."


Segundo o relato da Fisioterapeuta Shirley Bittencourt, do Hospital São José, a SPIRANDI vem sendo usada em pacientes de baixa e média complexidade, onde não se necessita de altos fluxos de O2 para manter uma saturação aceitável para o paciente, sendo também empregada no desmame de O2.


O Projeto coordenado pelos professores Elyson Carvalho, José Carvalho, Tarso Ferreira e Eduardo Freire, conta com o apoio do Ministério Público do Trabalho em Sergipe, INESC Brasil, SENAI Sergipe, CINTEC/UFS, DAA/UFS, FAPESE/UFS e Universidade Federal de Sergipe.


Para acessa o link da reportagem, clique aqui

Ilustração: visita da Equipe ao Hospital São José, em Aracaju. Da esquerda para direita, Prof. Elyson Carvalho, Fta. Shirley Bittencourt e Prof. José Carvalho.




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